segunda-feira, 20 de junho de 2016

Maternidade: uma ação política


Por Juliana Baron
Maternidade: uma ação políticaNão tive tempo de pensar a maternidade antes de me tornar mãe. Sempre tive o desejo de ter filhos, mas não esperava que isso acontecesse aos meus 23 anos, quando eu tinha recém me formado na faculdade e iniciado um relacionamento. Aprendi o que era ser mãe, on demand, enquanto as demandas apareciam. O meu “pensar sobre a maternidade” foi acontecendo durante as minhas experiências no mundo materno, principalmente, quando eu me percebia sofrendo pressões externas e enquanto eu me questionava sobre que tipo de mãe EU gostaria de ser.
Talvez algumas mães nunca questionem as suas práticas e até achem todos os meus questionamentos um tanto exagerados, mas desde pequena carrego comigo um lado questionador e não teria como ser diferente ao me tornar mãe. Quais modos de vida desejo apresentar para os meus filhos? Como posso criar meninos que não funcionem na lógica machista? De que maneira posso ser útil na luta de outras mães? Que tipo de pessoas quero deixar para o mundo? São algumas das perguntas que me faço ao longo dos dias.
Posso dizer que meu maior exercício como sujeito, especialmente como mãe, vem sendo entender a minha maternidade também como ação política (não no sentido partidário). 
Motherhood: a political action
By Juliana Baron
Maternidade: uma ação políticaI did not have time to think about motherhood before becoming a mother. I always had the desire to have children, but did not expect that to happen to my 23 years, when I had just graduated from college and started a relationship. I learned what it was to be a mother, on demand, while the demands appeared. My "thinking about motherhood" was happening during my experiences in the mother's world, especially when I realized suffering external pressures and while I was questioning me about what kind of mother I would be.
Perhaps some mothers never questioning their practices and even Achem all my questions somewhat exaggerated, but from small carry with me a questioning hand and would not have to be different to become a mother. What desire lifestyles present for my children? How can I create children who do not work in male-dominated logic? How can I be useful in fighting other mothers? What kind of people want to leave the world? Are some of the questions I ask myself over the days.
I can say that my greatest exercise as subjects, especially as a mother, has been to understand my motherhood also as political action (not in the partisan sense).

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